Já perdi a conta de quantas vezes chorei por um mesmo alguém, quantas vezes desejei a uma estrela que as pessoas fossem melhores. Quantas vezes brinquei e não percebia o perigo naquilo, quantas vezes magoei alguém com medo de me magoar. Eu preciso dos meus erros para ser humana, mas não quero viver só deles. Quero viver com palavras de luz, quero não ter mais medo de perder algo ou que algo dê errado. Quero mais certezas ao invés de dúvidas, quero mais alegrias ao acabar a luta. Quero criar asas e voar para longe do sofrimento. Quero achar o que tanto procuro. Quero viver.
Solidão também tem seu valor
Palavras soltas, frases variadas, risadas altas, movimentos constantes, a vida pulsando no seu jeito mais genuíno. Somos pessoas, precisamos de pessoas e vivemos numa sociedade em que é importante o contato com o outro. Só que isso não anula, de maneira alguma, a necessidade que temos de chegar ao final de dia e nos reencontrarmos com nós mesmas. Você já encontrou alguém especial muitas vezes na vida. Já marcou, aposto, inúmeros encontros com os seus melhores amigos. Mas se você for parar para pensar bem a fundo, quando é que marcou um encontro desses, com hora certa e lugar ideal, consigo? É necessário se afastar um pouco do fluxo. Deixar as ondas lá fora continuarem o seu caminho e voltarem à praia, colocar o pé na areia e ignorar o movimento do mar – mesmo que ele esteja bem ali na sua frente, barulhento e preenchendo o ambiente com o cheiro de sal. É hora de buscar as justificativas no interno: questionar e analisar como as coisas se dão aí dentro e...
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