Das feridas que não cicatrizaram
Dia desses me disseram que eu não tinha medo de me entregar, que eu tinha era preguiça de pensar, de pensar sobre mim, onde eu estava errando, em tudo o que aconteceu nos meus últimos relacionamentos e fazer um balanço de tudo que vem dando errado, para que assim eu pudesse assumir a parte que me cabe, mudar e tentar fazer diferente nas próximas vezes.Okay, admito que fui pega.Pode ser isso também, afinal, é fácil fazer um balancete e constatar que você também fez merda, é mais fácil ainda dizer “eu vou mudar”, mas mudar de fato, não é tão fácil assim.Existem coisas, digo, feridas mais profundas que certa vez doeram tanto que acabaram criando um tipo de memória por erros, quer dizer, sabendo o quanto vai doer tocá-la novamente, você prefere fingir que tudo melhorou e segue em frente. Vez em quando pensa nela, acha que a vida vai ser melhor se tratá-la de uma vez, mas daí lembra da dor e bom, é melhor deixar assim.Algumas mudanças vão além de um corte de cabelo ou uma nova t...